Esse
ditado antigo, porém sábio, pode nortear as condutas de preservação de arquivos
digitais quando se trata das ações de um simples cidadão que quer guarda as
fotos dos seus momentos especiais para a posteridade ou mesmo para uma grande empresa
que necessita legalmente manter seus documentos arquivísticos.
A
problemática da preservação digital parece estar na pouca experiência sobre o
assunto. Menos de três décadas parece um período muito pequeno para alguém se
colocar no status de expert em preservação digital. Somente quando
pensamos em documentos no suporte papel podemos garantir algum know-how. Isso porque o papel foi
inventado lá pelo século VI a.C. pelos Chineses e adotado na França somente por volta
de 1184. Isso faz muito tempo!
Voltando
ao ditado, podemos observar que para obtermos alguma segurança no tratamento
dos arquivos digitais que acumulamos durante a vida, a atitude mais lógica é
fazer backups em diversos lugares e adotar uma postura nada acomodada, ou seja,
de tempos em tempos devemos verificar as condições dos suportes que escolhemos.
Os DVDs e CDs costumam ter durabilidade relativamente grande, mas não devemos
esquecer que os players que os leem passam por constantes upgrades dificultando ou mesmo inviabilizando a sua leitura.
Já
na Rede de Computadores existem atualmente as chamadas Nuvens ou Cloud Computing
em inglês, que podem ser um serviço bastante interessante pela facilidade de
uso. Mas temos que lembrar que esses serviços
podem sofrer de descontinuidade. Em outras palavras, um dia o serviço pode deixar
de existir e levar embora para sempre tudo o que você subiu para lá.
Então
o recado é esse: assuma uma atitude proativa em relação as suas fotos e
arquivos que você tanto estima ou corra o risco de não poder mostrar aos seus
filhos e netos os bons momentos que você passou na juventude. Ironicamente
existem fotos de mais de um século preservados em uma coisa antiga e ultrapassada
chamado papel.
Graan Barros
Fontes:
Canal
Discovery
IBM
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