A
preservação digital surgiu a partir do desenvolvimento das tecnologias de
disseminação das informações em meio digital e a necessidade de preservação
dessas informações para consultas em longo prazo. Para isso fez-se necessária a
implementação de padrões para o tratamento desses objetos digitais, assim como
são tratados os documentos físicos. Mas foi observado que o estabelecimento de um padrão seria muito difícil por causa das constantes modificações ocorridas em objetos digitais o que é diferente do que acontece nos documentos físicos.
Os maiores obstáculos encontrados até agora foram a dificuldade de encontrar um formato
padrão que possibilite o acesso e a visualização também padronizada dos
arquivos e, pelo grande avanço constante na criação de softwares e hardwares, a
necessidade de se criar novas formas de migrar e converter formatos de mídia.
Pela grande facilidade quanto à disponibilidade de acesso aos objetos digitais,
a preservação digital vem encontrando diversos problemas relacionados à
proveniência, autenticidade, direitos de autor, entre outros.
“Documentos digitais podem ser modificados com muita facilidade. Além de garantir o princípio da proveniência, é fundamental o controle de todas as alterações e de que toda a tramitação seja rastreada para garantir autenticidade. Outra questão relevante é a dos direitos autorais num ambiente como a internet. A legislação da maioria dos países não está preparada para lidar com essa realidade e tratados internacionais serão necessários para garantir o direito legal de copiar para preservar.” (PADILHA, Leonardo Mendes, pag. 25)
Talles Dias Figueiredo da Silva
Fontes:
PADILHA, Leonardo Mendes. Metadados para preservação digital na organização arquivística. Universidade Federal de Minas Gerais, Dez 2010. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br. Acesso em: 16/01/2013.
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