domingo, 27 de janeiro de 2013

Empréstimo de livros digitais opõe bibliotecas e editoras

Com a aceleração da busca dos usuários por e-books, um novo problema aparece para colocar bibliotecas frente à frente com editoras. Questões envolvendo direitos autorais das obras emprestadas online provocou a relação adversa entre as áreas nos EUA.

Aqui no Brasil, baseando-se pela política de grande parte das editoras, a questão promete não ser diferente ...


A Preservação Digital e alguns de seus "obstáculos"


A preservação digital surgiu a partir do desenvolvimento das tecnologias de disseminação das informações em meio digital e a necessidade de preservação dessas informações para consultas em longo prazo. Para isso fez-se necessária a implementação de padrões para o tratamento desses objetos digitais, assim como são tratados os documentos físicos. Mas foi observado que o estabelecimento de um padrão seria muito difícil por causa das constantes modificações ocorridas em objetos digitais o que é diferente do que acontece nos documentos físicos.  

Os maiores obstáculos encontrados até agora foram a dificuldade de encontrar um formato padrão que possibilite o acesso e a visualização também padronizada dos arquivos e, pelo grande avanço constante na criação de softwares e hardwares, a necessidade de se criar novas formas de migrar e converter formatos de mídia. Pela grande facilidade quanto à disponibilidade de acesso aos objetos digitais, a preservação digital vem encontrando diversos problemas relacionados à proveniência, autenticidade, direitos de autor, entre outros.

“Documentos digitais podem ser modificados com muita facilidade. Além de garantir o princípio da proveniência, é fundamental o controle de todas as alterações e de que toda a tramitação seja rastreada para garantir autenticidade. Outra questão relevante é a dos direitos autorais num ambiente como a internet. A legislação da maioria dos países não está preparada para lidar com essa realidade e tratados internacionais serão necessários para garantir o direito legal de copiar para preservar.” (PADILHA, Leonardo Mendes, pag. 25)


                                                                                Talles Dias Figueiredo da Silva

Fontes:


PADILHA, Leonardo Mendes. Metadados para preservação digital na organização arquivística. Universidade Federal de Minas Gerais, Dez 2010. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br. Acesso em: 16/01/2013. 

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital

No Brasil, no ano de 2004, foi desenvolvida a Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital. A carta foi desenvolvida pelo CONARQ (Conselho Nacional de Arquivos) com base na Carta para a Preservação do Patrimônio Digital da UNESCO, na qual, manifesta as necessidades de os Estados membros, inclusive o Brasil, estabelecerem políticas e ações para proteger o patrimônio digital.

O objetivo do conteúdo da Carta é conscientizar as comunidades que possuem arquivos de documentos digitais a adotar práticas padronizadas de preservação digital. A carta coloca a necessidade de que sejam criadas políticas, estratégias e ações sobre o tema. Ela define o que é um documento arquivístico digital e propõe que todos os arquivos adotem algum sistema de gerenciamento arquivístico de documentos digitais. A proposta esteve baseada em estudos de projetos internacionais.

O conteúdo da carta está disponível em PDF para visualização e download no site do Arquivo Nacional.


Para acessar o conteúdo da Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital clique no link: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/Media/publicacoes/cartapreservpatrimarqdigitalconarq2004.pdf

                                                                                   Talles Dias Figueiredo da Silva

Fontes:

ARELLANO, Miguel Angel. Preservação de Documentos Digitais . Ci. Inf. , Ago 2004, vol.33, n.2, p.15-27. Disponivel em: http://www.scielo.br. Acesso em 16/01/2013.

CONARQCarta para a Preservação do Patrimônio Digital. Disponível em: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br. Acesso em: 24/01/2013. 


GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DA INFORMAÇÃO


Praticamente todas as grandes organizações brasileiras já possuem no mínimo um sistema
de Gerenciamento Eletrônico de Documentos – GED e estão expandindo suas aplicações.


As tecnologias de GED estão servindo de alicerce para novos conceitos. Para tanto é
condição que estejam consolidadas. Hoje, pode-se afirmar que as tecnologias 
de GED estão maduras. Algumas destas soluções já têm mais de 10 anos e, continuam a 
amadurecer lentamente, pois acompanham a evolução das plataformas de hardware e
software.


O gerenciamento de documentos adquire agora mais importância com a perspectiva das
empresas utilizarem formas mais complexas de armazenar e dispor de informações, que não 
aquela que simplesmente transpõe as informações do papel para meios eletrônicos.
Recursos multimídia, abordagem de orientação a objetos e as idéias dos bancos de dados 
distribuídos, ganham força nas organizações. Isso tudo exige uma nova dinâmica na
condução de projetos de implantação da gerência de documentos.


Gerenciar e organizar os documentos que circulam por uma empresa não é tarefa fácil.
Mesmo pequenas empresas recebem grandes quantidades de correspondência de seus
clientes e fornecedores, além da documentação gerada dentro da própria organização, tais
como memorandos, cartas, requisições, documentação fiscal, etc., tornando difícil a tarefa
de armazenar, recuperar ou acompanhar o processamento do documento na organização.


O Gerenciamento Eletrônico de Documentos – GED é ao mesmo tempo : um método, um 
sistema e uma tecnologia, para a conversão e processamento de documentos como
informação eletrônica digital. Essa ferramenta surgiu a partir da necessidade das empresas 
em gerenciar a informação que se encontrava desestruturada visando facilitar o acesso ao
conhecimento explícito da corporação. O GED promove a automação do ciclo de vida dos documentos, provendo um repositório comum, o qual possibilita capturar, armazenar e indexar documentos de qualquer
 formato/suporte físico (texto, imagens, páginas html, documentos escaneados, formatos
multimídia). Deve também assegurar a integridade e reutilização do documento e integração.


Na aquisição de sistema para gerenciamento de documentos alguns pontos devem ser
observados:
· Que formatos de documentos serão gerenciados: textos, imagens ou outros?
· Qual o volume de documentos?
· É necessária recuperação por pesquisa no texto completo?
· O produto é compatível com o ambiente operacional de hardware e software da
empresa?
· Quantos usuários terão acesso ao sistema?
· É importante a integração com workflow, ou apenas carga e recuperação são
suficientes?
· Que nível de segurança e controle de acesso são necessários?
· É necessário o controle de versão?
· O acesso via rede WAN é necessário?
· O fornecedor apresenta algum plano futuro de evolução do produto?
· Serão utilizados recursos de multimídia?

A correta especificação do produto deve levar em conta os planos de médio e longo prazos 
da empresa, e não apenas uma visão do momento, pois os custos de mudança de produto 
são, em geral, altos.






sábado, 26 de janeiro de 2013

Entendendo a Gestão de Conteúdos na Web Social

A gestão de conteúdos foi um tema pouco abordado no Brasil até a primeira metade dos anos 2000. Neste período, o material disposto sobre o assunto era focalizado na gestão da web tradicional.

A gestão de conteúdos na web tradicional tem como seus principais elementos e características:

Conteúdo, que normalmente é filtrado, passando por um fluxo de aprovação.

Governança, que é a definição das pessoas que compõem a gestão, regras, padrões e responsabilidades.

Centralização, onde o processo de publicação de conteúdo é centralizado numa área gestora.

A partir da segunda metade da década passada, ocorreu forte mudança neste panorama. Com a aceleração no crescimento das mídias sociais, uma nova ordem de gestão se fez necessária: a gestão de conteúdos na web social.

A gestão de conteúdos na web social, também referida como gestão de conteúdos 2.0, apresenta teor bem menos rígido na publicação dos conteúdos em relação à web tradicional. Características como liberdade, relacionamento, colaboração e descentralização são marcantes nesta forma de gerir conteúdos.

O conceito de web social está diretamente ligado ao relacionamento entre os usuários e o conteúdo, dando origem assim à colaboração. Outro elementos importantes estão relacionados ao padrão aberto, como os P2P e o Creative Commons, e também a participação dos usuários na reputação coletiva, feedback e relevância dos diversos conteúdos disponibilizados na web.




No entanto, nem tudo na web social e suas características livres tem apenas vantagens. É um desafio nessa gestão de conteúdo fazer com que se disseminem através de colaboração e compartilhamento mais informações de nível cultural e técnico-científico (qualidade). Ainda assim, os prós aqui mostrados por esta gestão de conteúdo fazem com que sua aplicação seja revolucionária, alcançando números jamais mensurados pela gestão de conteúdo tradicional.

Guilherme Monteiro

Fonte:

Gestão de Conteúdos 2.0: colaboração e criação na web social - Profª Regina Cianconi. II Seminário sobre Informações na Internet.

Créditos de Imagem:














A INTERNET COMO PROVA LEGAL EM PROCESSOS - Como preservar provas em um ambiente tão volátil como a Internet?

O Advogado Paranaense Fernando Peres mantém no site do jornal A Gazeta do Povo um interessante Blog onde aborda o tema Direito & Tecnologia. 

Em sua coluna semanal o advogado publicou uma interessante matéria intitulada, A Preservação de Documentos da Web. Escrita pelo Dr. Angelo Volpi Neto, titular do 7º Tabelionato de Curitiba, explica alguns procedimentos de uso do conteúdo da Internet em processos litigiosos. É a Justiça se atualizando para combater os crimes cibernéticos. Leia a matéria integral aqui!

Graan Barros

THE BIG INTERNET MUSEUM




The Big Internet Museum é mais uma iniciativa de preservação da Internet. O Internauta pode navegar através de um linha do tempo ou então buscar um assunto específico que lhe interessa. Dos primórdios da ARPANET, passando pela criação do MSN ou mesmo assuntos atuais, mas que logo virarão coisa de museu. 
Graan barros



LINK para o The Big Internet Museum: